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Durante décadas, a gestão das sociedades de advogados foi construída sobre um modelo relativamente simples: horas trabalhadas, experiência jurídica e reputação. O controlo do trabalho era feito de forma implícita, baseado no acompanhamento individual dos processos e na senioridade das equipas.
Esse modelo está a mudar — e rapidamente.
Hoje, a crescente complexidade dos assuntos jurídicos, a pressão sobre preços e a exigência dos clientes estão a levar os escritórios a adotar abordagens mais estruturadas, próximas das utilizadas em outras indústrias. É neste contexto que surge o Legal Project Management (LPM) como uma disciplina crítica na gestão moderna da advocacia.
A literatura recente sobre gestão de serviços jurídicos aponta para uma transformação clara: os clientes deixaram de comprar apenas conhecimento jurídico e passaram a exigir previsibilidade, transparência e eficiência.
Segundo a Association of Corporate Counsel (ACC) e o Legal Executive Institute da Thomson Reuters, os departamentos jurídicos internos estão cada vez mais orientados para controlo de custos, exigindo:
maior previsibilidade orçamental
melhor gestão de prazos
visibilidade sobre o progresso dos assuntos
medição de performance
Isto coloca pressão direta sobre as sociedades de advogados, que passam a ter de gerir o trabalho jurídico como um projeto — com início, planeamento, execução e controlo.
Legal Project Management não é apenas uma adaptação de metodologias tradicionais de gestão de projetos ao contexto jurídico. É uma resposta à necessidade de transformar o trabalho legal em algo mais estruturado e mensurável.
De acordo com o Project Management Institute (PMI) e estudos aplicados ao setor legal, o LPM envolve:
definição clara de objetivos e âmbito
planeamento de tarefas e recursos
controlo de prazos e custos
monitorização contínua da execução
comunicação estruturada com o cliente
Na prática, isto significa tratar um processo jurídico como um projeto com variáveis que podem — e devem — ser geridas.
A adoção de Legal Project Management não é apenas uma tendência — é uma resposta a três pressões concretas:
Modelos alternativos de pricing (fixed fees, capped fees, success fees) obrigam a um controlo muito mais rigoroso do esforço e dos recursos. Sem visibilidade sobre o trabalho, a rentabilidade torna-se imprevisível.
Clientes corporativos esperam hoje o mesmo nível de gestão que encontram noutras áreas do negócio: reporting estruturado, cumprimento de prazos e controlo de custos. O trabalho jurídico deixou de ser uma “caixa negra”.
Assuntos jurídicos são cada vez mais multidisciplinares, envolvendo várias equipas, jurisdições e áreas de prática. Sem uma abordagem estruturada, a coordenação torna-se ineficiente.
Apesar do reconhecimento crescente da importância do Legal Project Management, a literatura também mostra um desafio recorrente: a dificuldade de implementação prática.
Muitas organizações tentam aplicar LPM com ferramentas genéricas ou processos manuais, o que cria fricção e reduz a adoção.
É aqui que a tecnologia desempenha um papel determinante.
Plataformas jurídicas modernas estão a incorporar funcionalidades específicas de LPM, permitindo:
estruturar tarefas dentro dos processos jurídicos
associar recursos e responsabilidades
acompanhar progresso em tempo real
controlar desvios face ao planeamento
integrar informação financeira e operacional
Segundo vários relatórios do setor (incluindo Thomson Reuters e Gartner), a integração entre gestão de processos e gestão de projetos é um dos fatores críticos para aumentar a eficiência operacional em serviços profissionais.
É neste contexto que o desenvolvimento de capacidades de Legal Project Management no JVRIS EDGE ganha relevância estratégica.
Ao integrar LPM diretamente na plataforma de gestão jurídica, o JVRIS EDGE permite que o controlo do trabalho não seja uma camada adicional, mas sim parte natural da operação.
Na prática, isto traduz-se em:
planeamento estruturado de assuntos jurídicos
visibilidade sobre tarefas, prazos e responsáveis
acompanhamento contínuo da execução
ligação entre atividade jurídica e impacto financeiro
maior capacidade de antecipação e correção
Esta abordagem elimina a necessidade de ferramentas externas ou processos paralelos, aumentando a adoção e garantindo consistência.
A integração de Legal Project Management não é apenas uma melhoria operacional — é uma mudança na forma como os escritórios são geridos.
Permite:
maior controlo sobre rentabilidade
melhor previsibilidade de resultados
maior transparência para o cliente
decisões mais informadas
alinhamento entre equipas
Mais importante ainda, permite que a gestão deixe de ser reativa e passe a ser proativa.
A evolução do setor jurídico está a aproximá-lo cada vez mais de um modelo de serviços profissionais orientado a dados, eficiência e gestão estruturada.
Neste contexto, o Legal Project Management deixa de ser opcional e passa a ser um elemento central da competitividade das sociedades de advogados.
O desenvolvimento desta capacidade no JVRIS EDGE não é apenas uma resposta tecnológica — é um alinhamento com as tendências mais relevantes da gestão jurídica moderna.
Porque, no final, o valor não está apenas na qualidade jurídica.
Está também na capacidade de entregar esse valor de forma previsível, eficiente e controlada.