20 Abril 2026

Inteligência Artificial na Advocacia: Oportunidade, Risco e Vantagem Competitiva

A Inteligência Artificial deixou de ser um tema experimental na advocacia. Em 2025, a discussão já não se centra em saber se os escritórios vão usar IA, mas como a vão integrar com segurança, controlo e valor real para clientes e equipas. É neste contexto que a ROOX posiciona a sua oferta: combinar inovação tecnológica, especialização jurídica e exigência em matéria de segurança e conformidade.  

Porque é que a IA já é relevante para escritórios de advogados

Os dados mais recentes mostram que a adoção está a acelerar. Num estudo de 2025 da Thomson Reuters, 26% dos profissionais jurídicos disseram já usar GenAI, com taxas de adoção de 28% em sociedades de advogados e 23% em departamentos jurídicos internos. Os casos de uso mais frequentes foram revisão documental, pesquisa jurídica e resumo de documentos.  

Outro sinal importante é a mudança de mentalidade. No mesmo estudo, 59% das law firms e 57% dos departamentos jurídicos afirmaram que a GenAI deve ser aplicada ao seu trabalho, e 95% dos profissionais inquiridos esperam que a tecnologia passe a fazer parte central do workflow diário das organizações nos próximos cinco anos.  

A adoção também já se reflete na operação do escritório, não apenas no trabalho jurídico puro. O relatório Legal Industry Report 2025, baseado em mais de 2.800 profissionais, mostra crescimento do uso individual de IA no trabalho, uma forte valorização da integração com software de confiança e interesse crescente em aplicações ligadas a correspondência, análise de dados do escritório, billing e decisões financeiras.  

O que os advogados estão realmente a fazer com IA

Na prática, a IA jurídica está a ganhar tração em tarefas onde o ganho de tempo e consistência é mais visível: revisão de documentos, pesquisa, sumarização, drafting inicial, contratos e correspondência. Segundo a Thomson Reuters, estes são hoje os principais casos de uso entre profissionais jurídicos que já usam a tecnologia.  

Isto explica porque a IA está a ser vista cada vez menos como uma curiosidade e cada vez mais como uma camada de produtividade. Quando bem aplicada, não substitui o raciocínio jurídico nem a responsabilidade profissional; acelera trabalho repetitivo, melhora a capacidade de análise e liberta tempo para tarefas de maior valor. A própria Law Society do Reino Unido enquadra a GenAI como uma tecnologia com potencial relevante para melhorar serviço, reduzir custos e responder a novas exigências do mercado, ao mesmo tempo que alerta para riscos tecnológicos e de dados que precisam de ser geridos.  

O novo ponto crítico: governance, precisão e confidencialidade

À medida que a adoção cresce, a questão central deixa de ser apenas produtividade e passa a ser governance. A Law Society sublinha que a utilização de GenAI no setor jurídico cria riscos de tecnologia e de dados que podem não ser totalmente compreendidos, especialmente porque a tecnologia continua a evoluir rapidamente.  

Esses riscos já estão a ter consequências concretas. Em abril de 2026, o Federal Court of Australia reforçou orientações para a profissão jurídica depois de múltiplos casos envolvendo citações falsas e conteúdo incorreto gerado por IA em peças processuais, exigindo maior verificação, disclosure e prudência no uso destas ferramentas.  

Ao mesmo tempo, a governação interna ainda está atrasada face à adoção. Segundo a síntese de 2025 da Thomson Reuters, apenas 41% das law firms tinham políticas de uso de GenAI e só 40% davam formação aos colaboradores; apenas 20% estavam a medir o retorno do investimento. Isto mostra que muitas organizações já experimentam IA sem terem ainda consolidado um modelo maduro de controlo, formação e avaliação.  

O que os clientes já começam a exigir

A pressão não vem só de dentro dos escritórios. O estudo de 2025 da Thomson Reuters mostra que 59% dos clientes jurídicos corporativos e 44% dos clientes do setor público querem que os escritórios externos usem GenAI. Ao mesmo tempo, 71% dos clientes de firmas não sabem se os seus advogados usam ou não estas ferramentas.  

Isto cria uma nova obrigação competitiva: não basta usar IA, é preciso saber ondecomo e com que garantias. Os escritórios que consigam explicar a sua abordagem à IA em termos de segurança, qualidade, supervisão humana e impacto no serviço terão uma vantagem clara perante clientes mais exigentes e mais informados.  

Onde a ROOX entra neste novo ciclo

É precisamente aqui que a proposta da ROOX ganha relevância. Na sua página pública sobre Inteligência Artificial, a empresa enquadra a IA como uma aliada da advocacia, com foco em automatização de tarefas críticas, gestão documental, insights estratégicos e proteção de dados sensíveis. A ROOX afirma também complementar o desenvolvimento interno com soluções de fabricantes internacionais, procurando combinar automação inteligente, análise preditiva e eficiência operacional ajustadas ao contexto das sociedades de advogados.  

Este posicionamento é coerente com a oferta pública atual da empresa. No site institucional, a ROOX apresenta-se como legaltech especializada no setor jurídico, destaca produtos e áreas como Inteligência Artificial, LegalBI, Intapp WorkSpaces, Intapp Risk & Compliance e iManage, e reforça o seu enfoque em gestão, segurança e produtividade para advogados. Em 2026, a empresa também destacou publicamente o reconhecimento recebido no Intapp Partner Forum 2026, o que reforça a sua visibilidade no ecossistema legaltech.  

O que distingue uma abordagem séria à IA jurídica

Num mercado em que muitas organizações ainda estão em fase de teste, uma abordagem sólida à IA jurídica tende a assentar em seis critérios: integração com sistemas já usados pelo escritório, adequação aos workflows legais, segurança e proteção de dados, políticas claras de utilização, formação das equipas e capacidade de medir resultados. Estes fatores aparecem de forma recorrente nos relatórios recentes sobre adoção de IA no setor jurídico.  

É também por isso que as soluções “generalistas” nem sempre são suficientes para escritórios de advogados. O setor jurídico precisa de ferramentas desenhadas para ambientes com elevada sensibilidade documental, obrigações éticas, controlo de risco e necessidade de auditabilidade. A Law Society recomenda precisamente que as firmas façam escolhas mais informadas, considerando oportunidades e riscos antes de decidir como e onde usar GenAI.  

O que muda nos próximos 24 meses

A próxima fase já não será de curiosidade, mas de consolidação. As organizações vão passar a exigir menos demonstrações abstratas e mais provas concretas de ganho operacional, segurança e impacto no serviço. A própria Thomson Reuters aponta para uma transição da adoção inicial para uma integração mais estratégica, com políticas, formação, conversas com clientes e medição de outcomes.  

Para os escritórios de advogados, isso significa uma escolha clara: usar IA de forma dispersa e reativa, ou construir uma abordagem estruturada, governada e alinhada com a prática jurídica. Para empresas como a ROOX, esta mudança abre uma oportunidade relevante: ajudar o setor a passar da experimentação para a execução com confiança.  

Conclusão

A Inteligência Artificial já está a transformar a advocacia, mas o verdadeiro fator diferenciador não será apenas a adoção. Será a capacidade de integrar tecnologia com segurança, governação, adequação ao contexto jurídico e impacto mensurável no trabalho diário. É nesse ponto de equilíbrio entre inovação e controlo que a ROOX procura posicionar-se — e é também aí que o mercado jurídico vai separar experimentação de maturidade.  

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